quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nem Deus agradou a todos, imagine um homem que rima



Por Luiz Augusto

Milhares de internautas, através de suas mensagens de repudio causaram polêmica nas redes sociais pela escolha do rapper Slim Rimografia, para a 14ª edição do Big Brother Brasil (BBB).
Segundo alguns sites de notícias,  a assessoria do rapper anunciou em sua página pessoal a participação no BBB em uma mensagem que teve mais de 400 compartilhamentos em menos de 1 hora.

É complicado agradar a todos. O mundo inteiro é diferente. Pessoas possuem opiniões e gostos variados.
A intenção da emissora é agradar a todos os públicos. Por esse motivo ela procura colocar participantes de todas as classes sócias ,etnias e regiões do país, assim ela atrai a atenção de vários telespectadores.

Quanto ao rapper Slim Rimografia, não conheço o trabalho dele. Nunca soube de sua existência, então não posso julgar.
Mas toda essa polemica é por que aqui no Brasil o rap nacional esta ligado a marginalidade, favela, crime, ao contrario rap norte americano, que mescla ostentação, letras de temática sociais e o estilo "gangsta".
O ápice do rap nacional é o Racionais M'cs, que conseguiu atingir o sucesso utilizando uma fórmula, coisa que a nova geração não faz.

Grandes nomes da nova geração do rap nacional como, Projota, Rachid, e Emicida hoje possuem assessores, utilizam a internet para interagir com seus fãs, lançam clipes, anunciam os próximos shows e trabalhos, tudo através de sites de relacionamentos e quando aparece uma oportunidade de demonstrar seus trabalhos na TV aproveitam da melhor maneira possível.
O grande problema é que as pessoas que apreciam o rap nacional( principalmente aquele considerado a velha escola) não aprova esse tipo de atitude, principalmente aparições na TV. Por esse motivo criticam arduamente a nova geração. Mas independente de qualquer coisa o mundo da música tem espaço pra todos.

Fonte: http://www.geledes.org.br/acontecendo/variedades/22655-rapper-paulista-entra-para-o-bbb14-e-causa-polemica-nas-redes

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Racismo americano x Racismo brasileiro


Na mais recente lista de celebridades mais bem vestidas dos EUA divulgada pela revista People figuram três mulheres negras: as atrizes Kerry Washington (em primeiríssimo lugar) e Zoë Saldana, além de Solange Knowles (cantora e irmã caçula da estrela pop Beyoncé)

Por: Patrícia Fortunato

Você pode até achar que listas desse tipo são de uma futilidade sem tamanho, mas tente ver por outro ângulo. No mundo de imagens em que vivemos, uma galeria em que celebridades negras são reconhecidas como bem vestidas são uma injeção de autoestima para milhares de adolescentes e mulheres mundo afora, que muitas vezes não se sentem representadas pelos programas de tevê que costumam assistir ou nas revistas que leem.

Outro aspecto interessante da escolha da People é que estamos falando de mulheres bem vestidas, não de mulheres sensuais. No Brasil parece haver uma lei não escrita segundo a qual para negras e mestiças cabem classificações como sensual, sexy ou "dona de beleza exótica", mas raramente o rótulo de elegante, exceção feita à atriz Camila Pitanga. É como se a elas só fosse permitido ser lindas durante o carnaval, atividade importante até mesmo do ponto de vista econômico, mas muitas vezes encarada como manifestação cultural de menor valor.

Há uma diferença muito grande na maneira como EUA e Brasil lidam com o inglório passado da escravidão. Em ambos os casos, aboliu-se a prática, mas persistiu o racismo. Nos EUA praticou-se uma segregação escancarada e oficial, com leis que determinavam, por exemplo, que brancos e negros deveriam ocupar assentos em ônibus e trens de acordo com sua cor de pele. Já no Brasil, a segregação nunca foi oficial, o que facilitou a convivência diária, mas também originou um racismo subjetivo e perversamente sofisticado que muitos não enxergam. Talvez por isso os versos de "O Teu Cabelo Não Nega" (mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor ...)" ou não são compreendidos por muitos que os entoam ou tem seus efeitos minimizados.

O fato é que o racismo oficial praticado pelos americanos fez com que os negros se organizassem, o que foi decisivo para a derrubada de anomalias como as leis segregacionistas. Quando as batalhas mais duras contra a segregação foram vencidas, essa organização foi em parte canalizada para a conquista do sonho americano: o sonho de fazer parte da classe média.

Não é incomum por aqui (ou é bem mais comum que no Brasil) que membros da classe média negra americana manifestem-se quando acreditam ser representados de maneira caricatural em atrações televisas. E o poder econômico dessa classe que se manifesta se traduz em comerciais de cereais, medicamentos toda uma gama de produtos consumidos pelas classes medias protagonizados por negros. Os catalogos de roupas tambem costumam apresentar mais diversidade que os brasileiros, como modelos brancas, negras e asiáticas.

No Brasil, nesse momento em que tanto se discute a ascensão social dos mais pobres, os publicitários tem uma chance de ouro para criar campanhas mais inclusivas, que reflitam a beleza de todos.
*Esta coluna foi publicada originalmente no blog Ideação do Banco Interamericano de Desemvolvimento (BID).
Fonte: America e Economia

sábado, 16 de novembro de 2013

Religião e cinema



Por Luiz Augusto

Escândalos de abusos sexuais aqui, escândalos sexuais ali. Ações na justiça aqui, ações na justiça ali. Acordos financeiros para evitar ações já justiça aqui, acordos financeiros para evitar ações na justiça ali. Sacerdotes pedindo demissão aqui, sacerdotes pedindo demissão ali. Outros sendo afastados aqui, outros sendo afastados ali e perda de fiéis em todo mundo. Casos que mancharam a imagem da igreja católica em todo mundo.
Fatos como esse estão fazendo com que diretores de cinema e documentaristas produzam filmes sobre o tema O documentário " Minha Máxima Culpa: Silencio na casa de DEUS" é o caso. Produzido e roteirizado por Alex Gibney. No documentário o diretor retrata no macabro caso de pedofilia que vitimou mais d 200 crianças surdas, a partir da década de 1960, numa escola católica localizada em Wisconsin, EUA. Os abusos foram sofridas por quatro vítimas quando estudavam em uma escola, do Padre Lawrence trabalhava. O ator de Holliwood Ethan Hawke participa da produção.
È muito triste ver que uma instituição religiosa que possui vários de idade é prejudicada por algumas pessoas. O processo de reconstrução da imagem da igreja católica levará anos. Triste realidade!

FONTE: Jornal Destak

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Apenas opinião



Por Luiz Augusto


O big rider Laird Hamilton opinou sobre o acidente que aconteceu com Maya Gabeira e também onda surfada por Carlos Burle, em Nazareh, Portugal. Segundo ele, a surfista brasileira não esta preparada para surfar ondas nas condições na qual sofreu o acidente, e também criticou o big rider brasileiro, dizendo que a sua não pode ser validada, pois ele não completou a onda.
Depois de tais opiniões, choveu de criticas em direção ao surfista californiano radicado no Hawai, nas redes sociais vindas de fãs dos brasileiros.

O Laird Hamilton tem surf e história suficiente e de sobra para fazer tais observações. A opinião dele tem que ser respeitada! Não acho que ele esteja tentado tirar o mérito dos brasileiros e sim fazendo críticas pertinentes ao fato! A critica que ele fez foi totalmente técnica!
Se fosse assim ele desqualificaria o brasileiro em 1998, quando na perigosa onda de Killers, na Baía de Todos os Santos, México, Burle sagrou-se Campeão Mundial de Ondas Grandes na remada, sem auxilio do Jet ski, competindo contra nomes de peso do big surf mundial como o australiano Ross Clark Jones e o havaiano Brock Little e também quando sagrou se Campeão Mundial em Ondas Gigantes, em novembro de 2001, em Mavericks, na Califórnia, quando surfou a maior onda já registrada até a época, com 68 pés (cerca de 22 metros) e a Maya quando foi 5 x campeã mundial. Nesses episódios nunca se ouviu critícas de Laird!

Pela fato dos brasileiros no passado serem motivos de "chacota" e considerados "merrequeiros" e hoje estarem vivendo o melhor momento no surf, (pelo menos em termos de onda grande), qualquer tipo de critícas feitas por havaianos, americanos, africanos, australianos e imprensa especializada será interpretado pela torcida brasileira como, dor de cotovelo, arrogância, prepotência ou até falta de reconhecimento!
Realmente um mar daquele tamanho e só pra atletas qualificados e experientes( não que a Maya não seja). Não acompanho o dia a dia dos treinamentos da Maya, mas será que ela esta realmente preparada para enfrentar ondas daquela dimensão? Será que se ela não tivesse tomado essa vaca em Nazareh(Portugal) tais críticas seriam feitas?

São situações que é difícil fazer uma analise. A Maya é pupila de Carlos Burle, treina sempre com ele, Felipe Gordo e Pedro Scooby. Não é nenhuma novata ou até mesmo caiu de paraquedas no meio do surf, já foi 5 x campeã mundial de ondas grandes!
Sem contar que uma queda daquelas pode acorrer com qualquer surfista novato ou renomado, em qualquer onda!
Lard só deu a sua opinião!
Um cara que foi um dos inventores do tonw in, descobriu a onda de Teahopoo pro mundo e tem um vasta história dentro do esporte, não precisa de estar em Nazaré para dar sua opinião sobre determinado fato ocorrido dentro do surf!!!!
Independente de qualquer coisa, temos que respeitar a opinião de todos!
Aloha!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos!



Por Luiz Augusto

O PCC matou vários policiais no ano passado.
A polícia por sua vez foi protagonista de diversas chacinas ocorridas na cidade. "Assassinou" várias pessoas inocentes!
Neste confronto entre agentes da lei versus agentes do crime organizado, mais de cem pessoas perderam suas vidas.
A cidade parecia o "velho oeste"!
O estado de São Paulo parecia "terra sem lei"!

Diante desses fatos fico me perguntando: por que não ouve manifestações e protestos da população ano passado, como esses que estão acorrendo nos últimos dias contra a matança entre PCC X Polícia em 2012 ?
A tarifa do transporte público na cidade de São Paulo já aumentou diversas vezes em anos anteriores e nunca ouve protestos violentos como os que estão ocorrendo.
O perfil dos manifestantes é sempre o mesmo, universitários e quase nunca trabalhadores de baixa renda da periferia.
O que esta por de trás de tais protestos?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Aonde a S.E Palmeiras vai parar?



Por Luiz Augusto

Caramba... As vezes fico pensando: aonde o Palmeiras vai parar?
Quando era criança(década de 80) eu só ouvia falar em Ademir da Guia, Leivinha, Luís Pereira, Dudu, Leão e outros. Ou seja uma grande equipe!.
Me recordo que o Palmeiras era patrocinado por uma empresa de gás de cozinha, era um draga danada! Você não via ninguém com a camisa do clube. Só se falava no Flamengo do Zico, Vasco do Roberto dinamite entre outros. E o Palmeiras? Você nem ouvia falar!

No início da década de noventa veio a era Parmalat. Pra mim era só mais um patrocínio de camisa como outro qualquer. O técnico eu nunca tinha ouvido falar, era um tal de Otacílio Gonçalves(primeiro técnico da era Parmalat), mas ai o tempo passou e vieram as grandes contratações: Edmundo, Evair, Roberto Carlos, Gil Baiano, Ìndio, Jean Carlo, Zinho, Mazinho entre outros. O primeiro ano foi vice campeão do paulista de 92, perdendo a final para São Paulo de Telê Santana. No ano seguinte o técnico Wanderley Luxemburgo foi contratado e com um belo elenco foi campeão por vários anos. Ai você via "todo mundo" com a camisa do Palmeiras, e gritando orgulhosamente: é Campeão!!!!

O Palmeiras ganhou o título mais cobiçado por todos os clubes do Brasil: a Copa Libertadores da América!
Foi o augi do clube e sua parceira. Mas anos depois a parceria acabou!! Torcedores e crônica esportiva imaginavam que o clube tinha dinheiro em caixa e se modernizado. Todos se enganaram!!!
Depois que a Parmalat saiu do clube os dias de alegria se acabaram, foi só tristeza! Derrotas, rebaixamentos, falta de dinheiro, goleadas históricas, péssimos jogadores, dirigentes horríveis, gestões decepcionantes, manifestações de torcidas organizadas(as vezes pacíficas e outas não), agressões a atletas, esse foi o cotidiano pós Parmalat. ´
Pouco mais de dez anos do fim da co-gestão mais vitoriosa do Brasil, o Palmeiras ganhou poucos títulos: 1 copa do Brasil, 1 campeonato paulista e uma Copa Mercosul.

Quando vejo torcedores do Palmeiras nas ruas, tristeza e vergonha estão estampadas nos seus rostos!
Converso com alguns torcedores, e eles dizem que os títulos conquistados na década de noventa foram da Parmalat e não do Palmeiras.
Pensei, pensei e cheguei a conclusão: se a Parmalat não tivesse patrocinado o Palmeiras naquela época, hoje ele estaria na mesma situação que a Portuguesa de Desportos!
Num espaço de tempo de três anos já é a segunda goleada que o clube sofre pelo placar de 6x0. Humilhante!
Com um elenco de terceira divisão o clube disputa a Libertadores da América e o Campeonato paulista ou seja só participa, as chances de ganhar são muito poucas.
Fica as seguintes perguntas: O que aconteceu com aquele clube que servia de modelo para o resto do Brasil? Aonde foi parar aqueles elencos que serviam de base para a seleção brasileira? Não restou nada da era Parmalat?
Na situação que o Palmeiras se encontra, não resta outra alternativa ao seu torcedor do que viver de lembranças e se perguntar "aonde a S.E Palmeiras vai parar?"

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O descanso do grande guerreiro



Por Luiz Augusto

Morre o ator Michael Clark Duncan. Segundo o sites de notícias, a morte do ator ocorreu em decorrências problemas cardíacos. Há alguns anos perdemos o também ator Bernie Mac pela mesma causa de morte. Uma grande perda para o cinema black. Vai deixar saudades!