quarta-feira, 12 de março de 2014

Choque de classes ou puro preconceito


Por Luiz Augusto

Li um texto sobre os famosos rolezinhos, da jornalista Eliane Blum, por sinal um belíssimo texto. Mas confesso que depois de ler fiquei com a minha opinião dividida, não com o texto e sim por alguns motivos que levam as pessoas a terem reações e opiniões adversas sobre os rolezinhos.
De um lado você tem rapazes e moças, moradores de bairros de periferia que, querem consumir os mesmos produtos da classe média e do outro existe uma classe média que não esta preparada pra conviver e dividir os mesmos produtos e ambientes, com outras pessoas que não sejam do seu ciclo social.
Diante disso, vemos um conflito de opiniões, do qual não sabemos que tem razão, mas a dúvida que fica é seguinte: será que vivemos numa democracia? 

Fonte: Portal Geledés

Para ler o texto acesse o link: http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/22538-eliane-brum-rolezinhos-o-que-estes-jovens-estao-roubando-da-classe-media-brasileira#at_pco=smlwn-1.0&at_tot=1&at_ab=per-1&at_pos=0


segunda-feira, 10 de março de 2014

Que decepção!


Por Luiz Augusto 

Hoje eu li uma declaração do jogador Tinga, do Cruzeiro, que no mínimo me deixou perplexo. A entrevista feita com o jogador, foi publicada na coluna do jornalista Rodrigo Constantino, na revista Veja.
Perguntado se é a favor das cotas, o jogador disse que não é a favor das cotas pra negros e ainda deu outras declarações.
Na minha opinião essa entrevista foi tendenciosa, ela já começa com o titulo "jogador Tinga marca um golaço na politica". No final dela o jornalista diz que o jogador deve ter decepcionado os militantes raciais que adoram explorar casos famosos para obter privilégios estatais. Gostaria de saber qual o conceito de golaço que esse jornalista possui? As cotas em universidades públicas brasileiras foi um direito conquistado, com o objetivo de democratizar o ensino superior público nacional e não um privilégio dado pelo governo.

Acho que vivemos em uma democracia, onde as pessoas tem livre arbítrio para expressar suas opiniões sobre diversos assuntos, mas nesse caso acho que o jogador não possui o mínimo de embasamento sobre cotas raciais.
Pra mim esse rapaz perdeu a oportunidade de ficar calado! Com certeza pra ele falar que não concordar com cotas para negros é porque ele não conhece a verdadeira história dos negros no Brasil e muito menos o objetivo do sistema de cotas para negros!
Infelizmente Tinga é só mais um de muitos negros que abraçou a mentalidade do sistema capitalista, acreditando que todas as pessoas são iguais. Somo iguais perante a lei, mas não perante a realidade!
No mínimo, essas declarações dele, caiu como uma luva para a elite que domina o sistema capitalista e o ensino público brasileiro, mas também foi uma decepção para militantes do movimento negro, que luta incessantemente pelos direitos dos negros no país!
Casos como esse são comuns entre negros que dispõe de um alto poder financeiro, eles esquecem que são negros, só lembram quando se sentem discriminados por outras etnias. O maior caso de "esquecimento" é o do jogador brasileiro(prefiro não citar seu nome) considerado o maior atleta do século. Alguém já viu ele se envolver em questões contra o racismo dentro e fora dos campos?
São situações como essa que só aumenta a desunião entre negros no Brasil!
Quanto ao fato dele falar que os filhos dele não vão usar o sistema de cotas e tem obrigação de passar, ele esta certíssimo! Com todo o dinheiro que ganhou, ganha e ganhará ele poderá pagar um ensino de qualidade pra seus filhos e exigir tal coisa!

Agora eu pergunto: quantos negros no Brasil dispõe da mesma condição financeira que ele pra poder investir no estudo de seus filhos e depois dizer: meus filhos não vão usar cotas, eles estudam em colégios ótimos e tem obrigação de passar?


Fonte: Revista Veja
Link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/racismo/o-jogador-tinga-marca-um-golaco-politico/#.UxssW054Mg4.twitter

sábado, 8 de março de 2014

Por uma "boa aparencia"



Por Luiz Augusto

Em dezembro de 2013, foi realizado um protesto, no Colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, bairro nobre da zona sul de São Paulo. A manifestação ocorreu em virtude da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, de 19 anos, ter denunciado a diretora da escola por racismo, em virtude da diretora da escola ter a "aconselhado" duas vezes a alisar seus cabelos para manter a boa aparência. No local também estava presente pessoas que prestavam solidariedade ao colégio.

Chega a ser patético uma instituição de ensino ter uma postura com essa em um país multirracial.
O colégio possuindo tal norma e a reafirmando através de sua diretora que, chamou a atenção da funcionária duas vezes para que ela alisasse o cabelo, só admitiu que o padrão de beleza brasileiro é branco, apesar da população do país ser miscigenada!
A partir do momento em que a funcionária foi "aconselhada" duas vezes para alisar seus cabelos, não foi respeitado a características étnica de colaboradores e alunos.
Na matéria pais, alunos e professores dizem que o colégio sempre trabalhou com diversidade e inclusão racial, se sentiam ofendidos com o rótulo de "colégio racista", que nunca foram feitas denuncias de racismo e também possui funcionários negros.
Ai ficam algumas dúvidas: Qual o conceito de "boa aparência" que o colégio possui?
Os outros funcionários negros do colégio também foram "aconselhados" a alisar seus cabelos para manter a "boa aparência"?
Será sugerido a alunos descendentes ou que nasceram em países islâmicos e utilizam qualquer tipo de véu ou chapéu em suas cabeças em virtude suas religiões as retirarem?
Qual o procedimento para alunos que possuem tranças?
Dúvidas como essas ficam na mente daqueles que leem noticias relacionadas a um colégio particular.
Uma instituição de ensino tem por obrigação debater a diversidade racial e a cultura afro para seus alunos, até por que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão em 1888, pela princesa Isabel.


Fonte: Revista Fórum
Link: http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/12/ruim-e-o-racismo-movimento-negro-protesta-em-frente-a-escola-acusada-de-racismo/

Dia internacional das mulheres



Feliz dia internacional das mulheres!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Foi sem querer querendo


 Por Luiz Augusto

A participante Franciele, do reality show BBB 2014, da rede Globo, em conversa com outros três colegas, fez um comentário no mínimo infeliz, mas "realista", que foi interpretado pelo participante Valter como preconceito racial. Veja a conversa:

— Tenho tudo de uma "negona". Tenho o samba e até o cheiro. Me deixa sem desodorante para você

Valter deu uma bronca na moça.
— Que isso? Isso é racismo. Está dizendo que negro tem cheiro ruim e branco não? Isso não existe. Soa como racismo.
Franciele se defendeu.
— Não. Nada disso. Eu falei de boa. Não vejo como racismo.
Valter continuou falando.
— Não, isso soou como racismo. Negro, branco, todos ficam com cheiro se não usarem desodorante.

Quando se faz um comentário com esses, sempre se tem um desculpa.
Nos dias atuais, dizer que não é racista é um discurso politicamente correto. Faz com que as pessoas fiquem com uma imagem positiva perante as outras. Já se tornou comum.
O que essa moça disse só reforça o que nós negros falamos a muitos anos: estereotipo de negro.
Muitas pessoas associaram a imagem do negro a banana, macaco, crime, favela, drogas, mendingancia, desemprego, feiura, analfabetismo, baixos salários, segundo plano, mau cheiro, cabelo ruim, escravidão entre outras coisas.
Em virtude de associar negros com adjetivos negativos, ouvimos comentários como esses.
Na minha opinião essa moça fez um comentário infeliz, porem "realista", pelo menos na cabeça de pessoas preconceituosas.
Ou seja, o diabo mora nos pequenos detalhes!

Fonte: Portal Geledés

Link: http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/23497-franciele-faz-afirmativa-sobre-negros-e-leva-bronca-de-valter-isso-e-racismo

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mais um trabalhador morto. Pior do que isso é o que pode vir a acontecer


 Por Luiz Augusto

O cinegrafista Santiago ìlidio de Andrade, 49 anos, alvejado por um rojão na cabeça, num  protesto realizado no centro do Rio de janeiro, contra o aumento do preço da passagem de ônibus, teve sua morte cerebral confirmada no inicio da tarde. O diagnóstico foi feito pela equipe de neurocirurgia do Hospital Souza Aguiar, onde o funcionário da Band Rio estava internado. A informação foi divulgada pela Secretária Municipal de Saúde(SMS) no inicio da tarde. 
O rapaz estava trabalhando, mostrando a verdade através de uma câmera de vídeo nas mãos e acontece uma tragédia dessas!
Agora governo vai querer tomar providencias porque morreu um cinegrafista de uma grande emissora de TV e a grande imprensa esta em cima do caso. Quantos profissionais de imprensa vão ter que morrer para o governo tomar alguma atitude?
Prenderam um rapaz que estava envolvido no episódio, com certeza o governo vai usa-lo, transforma-lo em bode expiatório e dizer que faz "justiça".

Mas agora eu pergunto: por que o governo não tem o mesmo interesse e coragem em solucionar casos em que estão envolvidos facções criminosas?
Acho que o problema é maior do que se imagina. Posso ser o maior dos pessimistas, posso estar enganado mas, acredito que se as autoridades começarem a prender esses "militantes" como resposta a série de protestos realizados no Brasil, dentro do sistema carcerário, onde facções criminosas, mandam e desmandam, as coisas vão ficar piores do que já estão.
Foi misturando esses dois tipos de presos (políticos e criminosos comuns), na prisão Candido Mendes, na Ilha Grande, no final da década de 1970 
que surgiu a primeira e uma das maiores facções criminosas do país: COMANDO VERMELHO(CV).
Seguindo o mesmo roteiro de transferências desastrosas, em 2001 os presos José Marcio Felício "Geleião" e César Augusto Roriz, o "Césinha", ambos do PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL(PCC), foram transferidos para a penitenciária carioca de Bangu 1. Lá os dois presos paulistas fizeram uma parceria entre as duas facções.

Ou seja, o governo tem que pensar bem em suas atitudes, pode tomar decisões achando que esta dando uma resposta à sociedade, quando na verdade esta só jogando combustível numa fogueira.
A copa do mundo esta chegando, mais protestos estão por acontecer. Será que o governo vai deixar morrer mais um trabalhador como o sr Santiago, em virtude de sua incompetência? 
Não só o governo, mas algumas pessoas estão pensando que tanto facções criminosas e os manifestantes denominados "black blocs" estão de passagem ou brincando: estão enganados!
Os black blocs é uma organização internacional, surgiram na Alemanha na década de 1980. Possuem histórico de violência, vandalismo, anarquismo e protestos há muito tempo.
Não estão blefando como  Estado pensa, igual fez o delegado da policia civil da cidade de São Paulo, Godofredo Bittencourt, na época chefe do Departamento de Investigações Contra o Crime Organizado(DEIC) que um ano depois da megarrebelião que atingiu 29 presídios paulistas no ano de 2001, chegou a declarar a falência do PCC. "Hoje o PCC é uma organização falida. Quebramos as pernas deles". Anos depois o que vimos foi bem diferente, ataques a agentes da lei e outras barbáries!

Como disse um membro do PCC preso num presidio, no interior paulista, flagrado em escutas telefônicas: "O crime unido só fortalece".
Na mesma linha de pensamento, em uma matéria revista Fórum, um black bloc declarou: "Fazemos o que os outros não têm coragem de fazer".

Diante desse panorama o que resta a nós "formiguinhas" trabalhadoras da classe operária, diante dos dublês de representantes do povo (políticos) fazer nesse Brasil atual as vésperas de uma Copa do Mundo?


Leitura

Links: Portal Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/faccoes-criminosas-do-rio-tiveram-origem-nos-presidios,d04970e46f6ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html 

Jornal Estadão http://topicos.estadao.com.br/comando-vermelho

Revista Época http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR51467-6014,00.html

Revista Veja http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/as-entranhas-do-crime


Fonte


Revista Fórum http://revistaforum.com.br/blog/2013/08/black-bloc-fazemos-o-que-os-outros-nao-tem-coragem-de-fazer/ 

Revista Época http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR74807-5856,00.html

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Apenas um simples "role"



Por Luiz Augusto

Gente correndo pra cá, gente correndo pra lá, pessoas acuadas e escondidas em lojas, olhares espantados com a situação, seguranças tentando conter a multidão e a policia usando a força com suas balas de borracha para reprimir o tumulto, essas algumas características de um "rolezinho".
O assunto do momento na cidade de São Paulo é o tal "rolezinho". Nada mais é que jovens realizando passeios em shoppings. O detalhe é que esses encontros são realizados por milhares de jovens de bairros da periferia em um mesmo local, na mesma hora, agendados pela internet.
Em virtude da repercussão dos episódios o prefeito declarou nesta segunda-feira (13) que é preciso dar uma atenção especial aos chamados “rolezinhos”.
O que prefeito quer dizer com atenção especial aos "chamados" rolezinhos?
Concordo quando ele diz que é preciso construir espaço para os jovens da periferia usufruir na cidade, mas é primeiro tem que se entender qual o objetivo desses "rolezinhos"? Tambem é preciso ver o outro lado da história, que são os lojistas. Mas será que se esses tais "rolezinho" fossem feitos por jovens de classe média, em shoppins de regiões nobres, a imprensa e a opinião pública estaria fazendo esse alarde?
Segundo matérias publicadas em vários veículos, JK Iguatemi através da justiça conseguiu uma liminar proibindo a realização do “rolezinho”, a entrada de jovens desacompanhados e uma multa de R$ 10 mil caso o evento fosse realizado.

Agora vem algumas dúvida: o que querem dizer com jovem desacompanhado?
O jovem tem que estar acompanhado de uma outra pessoa para frequentar tal ambiente?
Quais requisitos essa outra pessoa tem que possuir para acompanhar jovens desacompanhados?
Essa tal multa de R$ 10.000 será aplicada no grupo de jovens?
Como e quem vai definir (ou provar) se todos os jovens que forem pegos realmente estão juntos ou até mesmo se conhecem?
Até por que são dezenas de jovens que marcam encontros via internet!
Algumas coisas precisam e devem serem melhor explicadas.
A situação tomou uma proporção tão grande que outros "rolezinhos" já estão agendados via sites de relacionamentos.

O que mais impressiona nessa situação, é a quantidade de jovens que participa desses tais "rolezinhos" e a repressão da policia com balas de borracha contra esses jovens, que só querem se divertir, até parece que voltamos a época da ditadura!
Toda essa situação me vem a mente a música "Fim de semana no parque", do Racionais Mc's.

Fonte : www.revistaforum.com.br
Links:http://revistaforum.com.br/spressosp/2014/01/haddad-nao-criminaliza-rolezinhos-e-quer-ouvir-garotada/ 
http://revistaforum.com.br/spressosp/2014/01/mesmo-apos-repressao-policial-mais-rolezinhos-estao-marcados-para-acontecer-em-shoppings-dentro-e-fora-de-sao-paulo/

http://revistaforum.com.br/spressosp/2014/01/para-impedir-o-rolezinho-shopping-jk-iguatemi-pede-documento-ate-mesmo-dos-funcionarios/

sábado, 11 de janeiro de 2014

Amor x Preconceito


A cor da relação. Mulheres negras e as dificuldades com romances sérios


Quatro mulheres lindas e bem-sucedidas confirmam a tese que alguns estudos já abordaram: as negras têm mais dificuldade em engatar romances sérios


Por Flávia Duarte – Revista do jornal Correio Braziliense


O assunto é tão delicado que poucas têm coragem de tocar nele. Falar de desprezo, de se sentir preterida e de solidão abre feridas, joga na cara o preconceito que acompanha as mulheres negras ao longo de sua história. Ademais toda a discriminação que as tornam uma das personagens mais vulneráveis da sociedade — são elas que ganham menos, têm a menor escolaridade e ocupam os postos menos nobres do mercado de trabalho —, a cor da pele as obrigam a traçar um caminho mais longo e dolorido em busca do amor. Mais tortuoso ainda quando o destino almejado é o altar. “As mulheres pretas se casam mais tarde, apresentam maior índice de celibato e demoram mais para terem um relacionamento”, afirma a socióloga Bruna Pereira, pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher (Nepem), da Universidade de Brasília.

As estatísticas no Brasil que confirmam a tese do abandono como consequência da raça são raras, mas a discussão é antiga. Professora no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina e doutoranda na PUC/SP, Maria Nilza da Silva diz que, na década de 1950, alguns teóricos tentavam entender o fenômeno de desvalorização da mulher negra, pouco vista como uma opção para ser esposa e parceira. “Já naquela época, para ser escolhida nesse contexto da conjugabilidade, a mulher negra acaba se relacionando com um homem de classe social mais baixa. Para ser escolhida, ela deveria ter alguma vantagem.”

Motivada pelo tema, Maria Nilza também pesquisou a menor oferta de parceiros disponível. Isso foi nos anos 1990, mas a professora defende que pouca coisa mudou de lá para cá. “A mulher negra continua discriminada em vários segmentos, inclusive no matrimônio. A possibilidade de encontrar um companheiro ou um parceiro é menor para ela”, afirma.
Intrigada pelo fato de as mulheres negras serem mais solitárias do que as brancas, a pedagoga e mestre em ciências sociais Claudete Alves resolveu, durante um ano e meio, mapear 1.127 casais em São Paulo. Desses, apenas 418 eram formados por homem e mulher negros. Uma das explicações para o número tão reduzido de casais de mesma raça estaria no fato de que os negros que ascendem socialmente querem se relacionar com as brancas. Eles buscam na união com outra raça uma forma de reforçar sua situação de suposto status. “O negro quer ter o que o branco tem e isso inclui a mulher branca. Muitos querem filhos com a pele mais clara do que a deles para não sofrerem o preconceito que eles também sofreram”, resume Claudete.
A rejeição também parte dos homens brancos. No Brasil, a negra é a minoria nos espaços culturalmente reservados para quem tem pele clara. Isso automaticamente as deixaria em desvantagem em relação às brancas.

Dos 18 casamentos civis que Claudete presenciou ao longo da pesquisa, apenas três uniram pares de negros. Uma dificuldade de encontrar um companheiro de mesma cor foi confirmada por todas as 11 mulheres negras que a pesquisadora ouviu na época. Entre os relatos, muitas contavam que, quando mais jovens, eram procuradas pelos negros apenas para iniciação sexual. Quando engravidavam, eles dificilmente assumiam o filho. Era uma relação de fim anunciado. Confirmação do estereótipo da negra sexual, que carrega até hoje, em muitos casos, uma pesada herança da escravidão, quando elas eram escolhidas para saciar o desejo dos brancos. Para o romance dar certo, eles exigiam moeda de troca. “Elas ainda diziam que, quando conseguiam ficar com negros, tinham que sustentá-los. Em geral, eles eram de escolaridade inferior e mantinham práticas sociais diferenciadas das delas.”
Um preterimento que é observado em todas as classes sociais. Quem confirma são mulheres lindas, bem-sucedidas, da classe média, que cresceram no Plano Piloto. Daniela Luciana, Jaqueline, Denise e Marília são negras. Também sentem o peso histórico que carregam com a cor. Confirmam o preconceito, a dificuldade de encontrarem um par em pé de igualdade com as mulheres brancas. Um problema que não é delas. Vem do outro. “Essas mulheres precisam entender que essa dificuldade é fruto de um problema social e não pessoal. Elas se inferiorizam como se não fossem bonitas ou interessantes”, lamenta Paula Pereira, pesquisadora-colaboradora do Nepem. Daniela Luciana, Jaqueline, Denise e Marília reconhecem que a dificuldade de romper as amarras do racismo não são delas, mas nem por isso enfrentaram sempre com tranquilidade os olhares de preconceitos.
“Muitas mulheres negras sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público. Essa realidade é tão dolorosa que as mulheres negras raramente falam abertamente sobre isso.”
Bell Hooks é ativista negra e feminista norte-americana

Um par da mesma raça

 (Janine Moraes/CB/D.A Press) 

Janaína Bittencourt tem 24 anos. Foi criada no Plano Piloto. Ela e o irmão eram os únicos negros da escola particular em que estudava. Seu último relacionamento durou mais de dois anos, com um homem de mesma cor. Solteira, tomou uma decisão: quer um marido negro.
“Demorei muito para me enxergar como uma pessoa potencialmente bonita. Na fase escolar, não me lembro de ter sofrido aquele racismo duro. Passei a enxergar isso por volta de 13, 14 anos, quando a gente se interessa pelos meninos. Todo mundo tinha um parzinho, menos eu. Atribuía isso ao fato de não ser bonita. Identificava que tinha uma estética diferente daquela que na escola era importante, como o cabelo liso, por exemplo. Enfim, essas coisas que, depois de adulto, a gente aprende a relevar. O meu papel, naquela época, era o da amiga que faz a ponte para as outras ficarem na festinha.
Os homens mais velhos me notavam mais. Acredito que sempre despertei o apetite sexual deles. A abordagem comigo era sempre muito direta, não tinham o cuidado que tinham com as meninas brancas. É isso que pega na autoestima. Se eu ficasse com alguém, nunca tinha brecha para virar uma coisa a mais.

A família do branco tem sempre uma resistência maior. Era sempre um momento de tensão. Ficava na dúvida em dizer: ‘Avisa a seus pais que sou negra’. O primeiro rapaz pelo qual me apaixonei, aos 18 anos, era muito tranquilo em relação à questão racial. Quando fui conhecer a família dele, porém, a mãe dele ficou meio chocada, não conseguiu disfarçar. Pensei que era coisa da minha cabeça. Mas, depois disso, ele terminou. Dois meses depois, estava namorando uma menina branca.
O que muita gente não enxerga é que a preterição das mulheres negras é algo que a sociedade nos ensina. A mulher negra supostamente é boa para o sexo e para as relações superficiais, mas não para o casamento. Nesse jogo, as mulheres ficam relegadas até para os negros. É uma pequena morte você não ser viável para ninguém, nem para quem deveria ser seu par natural.

Eu me relacionei com homens brancos, mas o custo era muito pesado.  Não tinha liberdade de sair com as minhas tranças, se elas não tivessem com a manutenção certinha na raiz. A sociedade não está preparada para a estética negra. O homem negro, talvez por ter uma mãe negra em casa, entende que o cabelo crespo amassa quando você dorme. Com o homem branco, é sempre um processo. Tinha que acordar mais cedo,  passar uma água para o cabelo ficar mais ou menos. Namorar um homem branco é ter que passar por essas questões que não sei se quero. Demorei muito para me enxergar como uma pessoa bonita, passível de relacionamento, e agora não tenho que passar por tudo isso de novo.
O casamento implica, inclusive, ter filhos, e filhos negros. E, para algumas pessoas, isso é um terror. Talvez nem associando à cor da pele, mas ao cabelo duro. Por isso, muitas mulheres negras começam a amenizar os traços para entrar em uma estética tida como mais bonita. Eu quero que meus filhos sejam negros, que tragam na pele o simbolismo que minha família tem. Sou criticada quando falo isso. Uma tia falava que a gente tinha que ter essa preocupação de amenizar os nossos traços. Acho isso uma violência.

As mulheres brancas, via de regra, se casam mais, consolidam família, permanecem mais tempo casadas. Antigamente, para a mulher branca, o futuro almejado era ser esposa e dona de casa. Já as mulheres negras tinham que trabalhar para se sustentar. Para as negras, que durante muito tempo nem poderiam se casar, a família acontecia sem a presença de um homem. Por isso, entendo que exista essa fixação de se casar no papel. É a afirmação de uma afetividade que sempre lhes foi negada.”

Militante do afeto

 (Zuleika de Souza/CB/D.A Press) 

A baiana e servidora pública Daniela Luciana Silva tem 42 anos. Negra, viveu um casamento intrarracial e conta que já foi confundida com a babá da filha, Maria, 7 anos. Ela diz que as mulheres negras precisam trilhar um longo caminho na busca pela autoestima.
“Nasci contrariando as estatísticas, nasci classe média. Sou moradora do Plano Piloto, onde estão poucas negras. Os homens não abordam as negras com a mesma frequência que abordam as brancas. A cor é uma marca de pobreza, de alguém menos casável. Estudei em escola particular, na Bahia, onde eu era a única negra. Com 15 anos, tinha várias paqueras, mas os meninos nunca me chamavam para dançar, por exemplo. Meu primeiro namorado era negro. Chamo de namoro por licença poética. Foram alguns beijos durante as férias. Levei um tempão para namorar de novo. As mães de mulheres negras nos educaram para entender que, quando você saísse de casa, poderia ser alijada pelo racismo. Elas diziam que os homens não iam nos valorizar. Por isso, a mulher negra também é mais desconfiada. Você se torna menos ousada, menos espontânea. E, às vezes, acaba sendo arrogante para compensar as origens.

Até que, com 18 anos, fui fazer faculdade em Salvador. Lá, eu não era a minoria. Ao contrário, era modelo do que era bonito. Quando vim para Brasília, achava que não ia me casar, que não tinha mais chance. Mas me casei com 34 anos. Ele era branco e tinha 23. Ele nunca permitiu que apontassem essas marcas raciais entre a gente. Às vezes, notava que as pessoas nos olhavam como se quisessem dizer: ‘Como essa mulher está com esse rapaz?’. Imagina! Eu era mais velha e ainda era preta. Estamos separados desde 2010, mas nos casamos apaixonados, por amor.
Para a mulher negra, é muito difícil se relacionar. O que percebo, como militante e como mulher, é que todo mundo quer aprovação. O homem negro também. E ele faz escolhas. Em alguns casos, escolhe a mulher branca, porque também quer aceitação diante do grupo no qual é minoria, como acontece no Plano Piloto. Os que ascendem socialmente acabam frequentando lugares em que a maioria é de gente branca, então ele pode fazer suas escolhas afetivas com mais facilidade do que a mulher negra.

No entanto, se você define que preto só se relaciona com preto e branco só com branco, fica muito difícil encontrar parceiros. Tem homens que nunca vão ficar com uma mulher negra, porque ela não faz parte do gosto deles. Ele não quer alguém que carregue o componente da herança genética e familiar pobre. Ele quer uma coisa leve, sem a complexidade que é lidar com a questão histórica da raça, do preconceito. O problema não é nosso. É que nós temos mais elementos negativos nesse jogo. Não somos a escolha padrão de nenhum homem menos corajoso, menos seguro de si.
Eu não tenho essa restrição, mas há meninas que querem se relacionar só com negros porque decidiram marcar uma posição política também no campo afetivo. Não acho errado. Eu quero me casar de novo. Sei o que quero e do que preciso. O que nos diferencia das mulheres brancas é que temos um trabalho muito maior para chegarmos por inteiro e seguras em um relacionamento. Sou militante do afeto. A sociedade é que nos leva a aceitar pouca coisa, mas eu sei o que eu mereço e não aceito.”


Amor entre raças

 (Janine Moraes/CB/D.A Press) 

A antropóloga Denise da Costa, 29 anos, nunca pensou em se relacionar com um homem branco. Até esbarrar com aquele que seria seu marido. Casada há três anos, não nega que teve medo de ser apresentada à família dele e, volta e meia, enfrentam juntos algumas situações de preconceito.
“Antes do meu marido, só tive namorados negros. Não achava que fosse namorar um homem branco por medo de não me aceitarem. Tanto que, assim que comecei a namorar o Daniel, meu maior medo era de a família dele me rejeitar de alguma forma. Não aconteceu. Nós, mulheres negras, sabemos que nem sempre podemos ser aceitas nos ambientes que frequentamos e que isso também acontece nos relacionamentos afetivos.Meu primeiro namorado, aos 15 anos, era negro. Eu não era muito abordada nessa época. Olhava para as minhas amigas brancas e pensava: ‘Acho que sou mais bonita do que elas, mas os meninos estão olhando mais para elas.’ Hoje me sinto com a autoestima mais elevada.

De maneira inconsciente, evitei me relacionar com homens brancos. Eu circulava por espaços onde a presença do negro era maior. Acho que era uma proteção mesmo, de achar que não era o meu lugar. Mas estava solteira e queria conhecer pessoas interessantes. Foi quando comecei a namorar o Daniel, despretensiosamente. Nós nos conhecemos na faculdade. Para ele, foi uma experiência nova também. Ele nunca tinha namorado uma mulher negra.
A questão racial acabou sendo imposta na vida dele. Por eu usar meu cabelo natural, já aconteceu de as pessoas gritarem comigo na rua para eu cortá-lo. Meu marido fica indignado. Teve também um outro episódio, que aconteceu no condomínio de luxo que a irmã dele mora, em Minas Gerais. Na hora da identificação, o porteiro falou: ‘Seu irmão está aqui com uma morenona’, de um jeito muito agressivo. Por que ele não pensou que eu era mulher dele e respeitou? Existe um0 racismo muito sutil no Brasil, que é tão subjetivo que você não consegue desmascarar e dar nome àquilo que está acontecendo.  E existe esse racismo escancarado. Daniel fica nervoso nessas situações, xinga, mas eu digo: ‘Não mexe com isso não.’Fico pensando como vai ser meu filho com o Daniel. Sei que terão expectativas sobre como ele vai nascer, se será branco, mestiço, com cabelos crespos ou não. Mas o importante é que eu quero ensinar a ele as coisas que aprendi sobre racismo. Tarefa nem um pouco simples.”

A beleza da minoria

 (Janine Moraes/CB/D.A Press) 

A auditora Marília Santos, 26 anos, sempre circulou em meios em que era a minoria. Está solteira há sete meses, depois de um relacionamento de quase um ano com um homem de mesma raça. Estilosa e linda, explora seu diferencial para chamar a atenção. Sempre atraiu olhares e reconhece que nem todas as negras têm as mesmas boas experiências para contar.

“O que sempre achei diferente é a abordagem do negro e do branco. O negro parece que se sente no direito de chegar em você porque você também é negra. Ele já fala assim: ‘Nós que somos dessa raça bonita…’ A raça não pode ser um quesito para ficar junto. Sempre convivi com homens brancos. Em qualquer reunião que vá, provavelmente, sou a única negra. Até por isso acho que a maioria dos meus relacionamentos foi com homens brancos. Namorei cinco vezes: dois negros e três brancos. Comecei a me sentir atraída por negros quando já era mais velha, porque não tinha contato com os negros. Nos meus relacionamentos, nunca passei por situações de preconceito, mas já tive medo. Quando a gente toma consciência da nossa raça, temos medo. Quando era pequena, não me preocupava se era negra ou era branca, mas, quando estamos em um relacionamento, tememos não pelo rapaz com quem estamos saindo, mas pela família dele. Se ele quis namorar com você, é porque ele te aceita da cor que é, mas a família dele não é obrigada a pensar da mesma forma.

A primeira imagem que o homem tem é de que a negra é muito sexualizada. Acha que nós gostamos de uma abordagem mais ríspida, e não é assim. Também existe uma abordagem maior por parte dos estrangeiros. Ser negra está na moda. Não acontece comigo, mas acontece com outras negras, de se sentirem excluídas em certos ambientes. Normalmente, não sinto essa coisa, porque já chego querendo ser diferente. Nem mais nem menos, mas chamando a atenção. Muitas negras querem ser iguais a todas as pessoas da festa e aí elas se sentem excluídas. Já fui muito questionada e até excluída do meio. Me acusam de não entender o movimento. Eu não vivi essa realidade. Posso respeitar, apoiar a causa, mas não lutar com a mesma força de alguém que sofreu.”

Fonte: www.kultafro.com.br
Link:  http://www.kultafro.com.br/2013/09/a-cor-da-relacao-mulheres-negras-e-as-dificuldades-com-romances-serios/

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nem Deus agradou a todos, imagine um homem que rima



Por Luiz Augusto

Milhares de internautas, através de suas mensagens de repudio causaram polêmica nas redes sociais pela escolha do rapper Slim Rimografia, para a 14ª edição do Big Brother Brasil (BBB).
Segundo alguns sites de notícias,  a assessoria do rapper anunciou em sua página pessoal a participação no BBB em uma mensagem que teve mais de 400 compartilhamentos em menos de 1 hora.

É complicado agradar a todos. O mundo inteiro é diferente. Pessoas possuem opiniões e gostos variados.
A intenção da emissora é agradar a todos os públicos. Por esse motivo ela procura colocar participantes de todas as classes sócias ,etnias e regiões do país, assim ela atrai a atenção de vários telespectadores.

Quanto ao rapper Slim Rimografia, não conheço o trabalho dele. Nunca soube de sua existência, então não posso julgar.
Mas toda essa polemica é por que aqui no Brasil o rap nacional esta ligado a marginalidade, favela, crime, ao contrario rap norte americano, que mescla ostentação, letras de temática sociais e o estilo "gangsta".
O ápice do rap nacional é o Racionais M'cs, que conseguiu atingir o sucesso utilizando uma fórmula, coisa que a nova geração não faz.

Grandes nomes da nova geração do rap nacional como, Projota, Rachid, e Emicida hoje possuem assessores, utilizam a internet para interagir com seus fãs, lançam clipes, anunciam os próximos shows e trabalhos, tudo através de sites de relacionamentos e quando aparece uma oportunidade de demonstrar seus trabalhos na TV aproveitam da melhor maneira possível.
O grande problema é que as pessoas que apreciam o rap nacional( principalmente aquele considerado a velha escola) não aprova esse tipo de atitude, principalmente aparições na TV. Por esse motivo criticam arduamente a nova geração. Mas independente de qualquer coisa o mundo da música tem espaço pra todos.

Fonte: http://www.geledes.org.br/acontecendo/variedades/22655-rapper-paulista-entra-para-o-bbb14-e-causa-polemica-nas-redes

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Racismo americano x Racismo brasileiro


Na mais recente lista de celebridades mais bem vestidas dos EUA divulgada pela revista People figuram três mulheres negras: as atrizes Kerry Washington (em primeiríssimo lugar) e Zoë Saldana, além de Solange Knowles (cantora e irmã caçula da estrela pop Beyoncé)

Por: Patrícia Fortunato

Você pode até achar que listas desse tipo são de uma futilidade sem tamanho, mas tente ver por outro ângulo. No mundo de imagens em que vivemos, uma galeria em que celebridades negras são reconhecidas como bem vestidas são uma injeção de autoestima para milhares de adolescentes e mulheres mundo afora, que muitas vezes não se sentem representadas pelos programas de tevê que costumam assistir ou nas revistas que leem.

Outro aspecto interessante da escolha da People é que estamos falando de mulheres bem vestidas, não de mulheres sensuais. No Brasil parece haver uma lei não escrita segundo a qual para negras e mestiças cabem classificações como sensual, sexy ou "dona de beleza exótica", mas raramente o rótulo de elegante, exceção feita à atriz Camila Pitanga. É como se a elas só fosse permitido ser lindas durante o carnaval, atividade importante até mesmo do ponto de vista econômico, mas muitas vezes encarada como manifestação cultural de menor valor.

Há uma diferença muito grande na maneira como EUA e Brasil lidam com o inglório passado da escravidão. Em ambos os casos, aboliu-se a prática, mas persistiu o racismo. Nos EUA praticou-se uma segregação escancarada e oficial, com leis que determinavam, por exemplo, que brancos e negros deveriam ocupar assentos em ônibus e trens de acordo com sua cor de pele. Já no Brasil, a segregação nunca foi oficial, o que facilitou a convivência diária, mas também originou um racismo subjetivo e perversamente sofisticado que muitos não enxergam. Talvez por isso os versos de "O Teu Cabelo Não Nega" (mas como a cor não pega, mulata, mulata, eu quero o teu amor ...)" ou não são compreendidos por muitos que os entoam ou tem seus efeitos minimizados.

O fato é que o racismo oficial praticado pelos americanos fez com que os negros se organizassem, o que foi decisivo para a derrubada de anomalias como as leis segregacionistas. Quando as batalhas mais duras contra a segregação foram vencidas, essa organização foi em parte canalizada para a conquista do sonho americano: o sonho de fazer parte da classe média.

Não é incomum por aqui (ou é bem mais comum que no Brasil) que membros da classe média negra americana manifestem-se quando acreditam ser representados de maneira caricatural em atrações televisas. E o poder econômico dessa classe que se manifesta se traduz em comerciais de cereais, medicamentos toda uma gama de produtos consumidos pelas classes medias protagonizados por negros. Os catalogos de roupas tambem costumam apresentar mais diversidade que os brasileiros, como modelos brancas, negras e asiáticas.

No Brasil, nesse momento em que tanto se discute a ascensão social dos mais pobres, os publicitários tem uma chance de ouro para criar campanhas mais inclusivas, que reflitam a beleza de todos.
*Esta coluna foi publicada originalmente no blog Ideação do Banco Interamericano de Desemvolvimento (BID).
Fonte: America e Economia

sábado, 16 de novembro de 2013

Religião e cinema



Por Luiz Augusto

Escândalos de abusos sexuais aqui, escândalos sexuais ali. Ações na justiça aqui, ações na justiça ali. Acordos financeiros para evitar ações já justiça aqui, acordos financeiros para evitar ações na justiça ali. Sacerdotes pedindo demissão aqui, sacerdotes pedindo demissão ali. Outros sendo afastados aqui, outros sendo afastados ali e perda de fiéis em todo mundo. Casos que mancharam a imagem da igreja católica em todo mundo.
Fatos como esse estão fazendo com que diretores de cinema e documentaristas produzam filmes sobre o tema O documentário " Minha Máxima Culpa: Silencio na casa de DEUS" é o caso. Produzido e roteirizado por Alex Gibney. No documentário o diretor retrata no macabro caso de pedofilia que vitimou mais d 200 crianças surdas, a partir da década de 1960, numa escola católica localizada em Wisconsin, EUA. Os abusos foram sofridas por quatro vítimas quando estudavam em uma escola, do Padre Lawrence trabalhava. O ator de Holliwood Ethan Hawke participa da produção.
È muito triste ver que uma instituição religiosa que possui vários de idade é prejudicada por algumas pessoas. O processo de reconstrução da imagem da igreja católica levará anos. Triste realidade!

FONTE: Jornal Destak

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Apenas opinião



Por Luiz Augusto


O big rider Laird Hamilton opinou sobre o acidente que aconteceu com Maya Gabeira e também onda surfada por Carlos Burle, em Nazareh, Portugal. Segundo ele, a surfista brasileira não esta preparada para surfar ondas nas condições na qual sofreu o acidente, e também criticou o big rider brasileiro, dizendo que a sua não pode ser validada, pois ele não completou a onda.
Depois de tais opiniões, choveu de criticas em direção ao surfista californiano radicado no Hawai, nas redes sociais vindas de fãs dos brasileiros.

O Laird Hamilton tem surf e história suficiente e de sobra para fazer tais observações. A opinião dele tem que ser respeitada! Não acho que ele esteja tentado tirar o mérito dos brasileiros e sim fazendo críticas pertinentes ao fato! A critica que ele fez foi totalmente técnica!
Se fosse assim ele desqualificaria o brasileiro em 1998, quando na perigosa onda de Killers, na Baía de Todos os Santos, México, Burle sagrou-se Campeão Mundial de Ondas Grandes na remada, sem auxilio do Jet ski, competindo contra nomes de peso do big surf mundial como o australiano Ross Clark Jones e o havaiano Brock Little e também quando sagrou se Campeão Mundial em Ondas Gigantes, em novembro de 2001, em Mavericks, na Califórnia, quando surfou a maior onda já registrada até a época, com 68 pés (cerca de 22 metros) e a Maya quando foi 5 x campeã mundial. Nesses episódios nunca se ouviu critícas de Laird!

Pela fato dos brasileiros no passado serem motivos de "chacota" e considerados "merrequeiros" e hoje estarem vivendo o melhor momento no surf, (pelo menos em termos de onda grande), qualquer tipo de critícas feitas por havaianos, americanos, africanos, australianos e imprensa especializada será interpretado pela torcida brasileira como, dor de cotovelo, arrogância, prepotência ou até falta de reconhecimento!
Realmente um mar daquele tamanho e só pra atletas qualificados e experientes( não que a Maya não seja). Não acompanho o dia a dia dos treinamentos da Maya, mas será que ela esta realmente preparada para enfrentar ondas daquela dimensão? Será que se ela não tivesse tomado essa vaca em Nazareh(Portugal) tais críticas seriam feitas?

São situações que é difícil fazer uma analise. A Maya é pupila de Carlos Burle, treina sempre com ele, Felipe Gordo e Pedro Scooby. Não é nenhuma novata ou até mesmo caiu de paraquedas no meio do surf, já foi 5 x campeã mundial de ondas grandes!
Sem contar que uma queda daquelas pode acorrer com qualquer surfista novato ou renomado, em qualquer onda!
Lard só deu a sua opinião!
Um cara que foi um dos inventores do tonw in, descobriu a onda de Teahopoo pro mundo e tem um vasta história dentro do esporte, não precisa de estar em Nazaré para dar sua opinião sobre determinado fato ocorrido dentro do surf!!!!
Independente de qualquer coisa, temos que respeitar a opinião de todos!
Aloha!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Protestos!



Por Luiz Augusto

O PCC matou vários policiais no ano passado.
A polícia por sua vez foi protagonista de diversas chacinas ocorridas na cidade. "Assassinou" várias pessoas inocentes!
Neste confronto entre agentes da lei versus agentes do crime organizado, mais de cem pessoas perderam suas vidas.
A cidade parecia o "velho oeste"!
O estado de São Paulo parecia "terra sem lei"!

Diante desses fatos fico me perguntando: por que não ouve manifestações e protestos da população ano passado, como esses que estão acorrendo nos últimos dias contra a matança entre PCC X Polícia em 2012 ?
A tarifa do transporte público na cidade de São Paulo já aumentou diversas vezes em anos anteriores e nunca ouve protestos violentos como os que estão ocorrendo.
O perfil dos manifestantes é sempre o mesmo, universitários e quase nunca trabalhadores de baixa renda da periferia.
O que esta por de trás de tais protestos?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Aonde a S.E Palmeiras vai parar?



Por Luiz Augusto

Caramba... As vezes fico pensando: aonde o Palmeiras vai parar?
Quando era criança(década de 80) eu só ouvia falar em Ademir da Guia, Leivinha, Luís Pereira, Dudu, Leão e outros. Ou seja uma grande equipe!.
Me recordo que o Palmeiras era patrocinado por uma empresa de gás de cozinha, era um draga danada! Você não via ninguém com a camisa do clube. Só se falava no Flamengo do Zico, Vasco do Roberto dinamite entre outros. E o Palmeiras? Você nem ouvia falar!

No início da década de noventa veio a era Parmalat. Pra mim era só mais um patrocínio de camisa como outro qualquer. O técnico eu nunca tinha ouvido falar, era um tal de Otacílio Gonçalves(primeiro técnico da era Parmalat), mas ai o tempo passou e vieram as grandes contratações: Edmundo, Evair, Roberto Carlos, Gil Baiano, Ìndio, Jean Carlo, Zinho, Mazinho entre outros. O primeiro ano foi vice campeão do paulista de 92, perdendo a final para São Paulo de Telê Santana. No ano seguinte o técnico Wanderley Luxemburgo foi contratado e com um belo elenco foi campeão por vários anos. Ai você via "todo mundo" com a camisa do Palmeiras, e gritando orgulhosamente: é Campeão!!!!

O Palmeiras ganhou o título mais cobiçado por todos os clubes do Brasil: a Copa Libertadores da América!
Foi o augi do clube e sua parceira. Mas anos depois a parceria acabou!! Torcedores e crônica esportiva imaginavam que o clube tinha dinheiro em caixa e se modernizado. Todos se enganaram!!!
Depois que a Parmalat saiu do clube os dias de alegria se acabaram, foi só tristeza! Derrotas, rebaixamentos, falta de dinheiro, goleadas históricas, péssimos jogadores, dirigentes horríveis, gestões decepcionantes, manifestações de torcidas organizadas(as vezes pacíficas e outas não), agressões a atletas, esse foi o cotidiano pós Parmalat. ´
Pouco mais de dez anos do fim da co-gestão mais vitoriosa do Brasil, o Palmeiras ganhou poucos títulos: 1 copa do Brasil, 1 campeonato paulista e uma Copa Mercosul.

Quando vejo torcedores do Palmeiras nas ruas, tristeza e vergonha estão estampadas nos seus rostos!
Converso com alguns torcedores, e eles dizem que os títulos conquistados na década de noventa foram da Parmalat e não do Palmeiras.
Pensei, pensei e cheguei a conclusão: se a Parmalat não tivesse patrocinado o Palmeiras naquela época, hoje ele estaria na mesma situação que a Portuguesa de Desportos!
Num espaço de tempo de três anos já é a segunda goleada que o clube sofre pelo placar de 6x0. Humilhante!
Com um elenco de terceira divisão o clube disputa a Libertadores da América e o Campeonato paulista ou seja só participa, as chances de ganhar são muito poucas.
Fica as seguintes perguntas: O que aconteceu com aquele clube que servia de modelo para o resto do Brasil? Aonde foi parar aqueles elencos que serviam de base para a seleção brasileira? Não restou nada da era Parmalat?
Na situação que o Palmeiras se encontra, não resta outra alternativa ao seu torcedor do que viver de lembranças e se perguntar "aonde a S.E Palmeiras vai parar?"

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O descanso do grande guerreiro



Por Luiz Augusto

Morre o ator Michael Clark Duncan. Segundo o sites de notícias, a morte do ator ocorreu em decorrências problemas cardíacos. Há alguns anos perdemos o também ator Bernie Mac pela mesma causa de morte. Uma grande perda para o cinema black. Vai deixar saudades!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Zé Love no A.C Milan




Por Luiz Augusto

Deus mi livre e guarde, o Milan jogou pedra na cruz!!!
Tantos jogadores bons aqui no Brasil e foi contratar logo esse Zé Love? Um dos maiores mentirosos do futebol que o mundial já teve!!!!

Para um clube que já teve em seu ataque Ibrahimovic, Weah(único jogador não europeu e sul-americano a ganhar o premio de melhor do mundo), Massaro, Papin, Ronaldo Fenômeno, Róbinho, Raduciou, Laudrup, Inzaghi, Shevchenko, Van Basten, Elber, Ernan Crespo entre outros. Agora contratar Zé Love ? Quem é esse jogador? Jogou aonde? Qual campeonato foi artilheiro? Qual foi seu maior feito no futebol?(jogar ao lado de Neymar) Palhaçada!

Tenho a impressão que o AC Milan contraiu a síndrome do clube pequeno. Como pode um clube de tantas tradições no futebol mundial contratar um jogador que não teve destaque em clube algum na sua carreira? No Santos F.C foi só sombra de Neymar e Róbinho.

Enquanto os rivais Internaciolane de Milão e Juventus de Turim possuem elencos qualificados com grandes jogadores e se reforçam para a temporada atual, o rubro de negro da cidade de Milão contrata Zé Love.
O Adriano Galiani e o Silvio Berlusconi devem estar loucos. Estão rasgando dinheiro por um atleta no máximo mediano!!!!
Tenho pena dos torcedores, mas nos resta esperar para ver o que vai jogar.


Definitivamente esse jogador não tem futebol para jogar no poderoso rossonero!!!!!!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eliminação do S.P.F.C na Copa do Brasil 2012



Por Luiz Augusto


A desclassificação do tricolor do Morumbi para o torcedor que tem consciência dos atletas que o time possui e o que eles jogam, não foi surpresa nenhuma a eliminação da Copa do Brasil pelo Coritiba era possível!

A equipe não tem um padrão tático, organização, marcação, cobertura de laterais e criação de jogadas. O time depende muito das jogadas individuais do Lucas(que na minha opinião não é meia e sim um segundo atacante).
Sou sãopaulino como você e não acredito que a demissão de Emerson Leão vai adiantar muita coisa.

A imprensa esportiva inteira cobra a troca de comando tecnico do clube, mas não cobra a vinda de reforços. Como que um técnico vai fazer uma equipe jogar sem ter bons jogadores?

O grande mal da torcida sãopaulina e da imprensa esportiva é achar que o S.P.F.C tem um ótimo time, não é verdade! Depois que Muricy Ramalho saiu do clube, técnico nenhum deu certo. Ele tentou fazer uma reformulação na equipe e não teve apoio da diretoria.

A verdade é que os cartolas do clube não querem um treinador e sim um funcionário, que cumpre ordens sem questiona-las. O time precisa urgente de um zagueiro, um volante marcador, um meia esquerda e um atacante. O setor de criação do time é horrivel!
Os volantes não marcam ninguém, o miolo de zaga é muito fraco. Ontem o time levou dois gols de jogadas aereas de jogadores baixos e com zagueiros altos, inadmissível!!!!
Sem contar que o clube esta numa verdadeira maré de azar quando se trata de contusões de jogadores, Fabrício,Welington, Marcelo Cañete(esperança de ser o grande meia que o clube precisa) entre outros. O que esta acontecendo com o Depto médico do clube??????????

Juvenal Juvêncio disse para a imprensa que o S.P.F.C não paga um salário de R$ 650.000 reais igual ao que o Fluminense paga ao Deco. O que adianta não pagar um salário alto a um jogador de alto nivel e pagar um baixo a outros(Cícero de Jadson) que não supre as necessidades da equipe?
O time precisa contratar jogadores como, Deco, Conca, D'alessandro, Datolo, Zé Roberto, Tiago Neves entre outros.

A verdade tem que ser dita: a diretoria do S.P.F.C não se conforma em possuir a melhor estrutura física do país em termos de categoria de base e não revelar ninguém, ver o Santos F.C todo ano revelar jogadores que sobem pro time titular e dão certo(Robinho, Diego, Neymar, Ganso, Alan Patrick entre outros) e depois seriam vendidos pra Europa e ver times como Fluminense não terem centro de treinamento e serem campeões.

ACORDA NAÇÃO TRICOLOR!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Militante negro é encontado morto em piscina



Por Luiz Augusto


O motorista Rodney King, 47 anos, foi encontrado morto na piscina de sua casa, em Los Angeles, Estados Unidos. Segundo a polícia local, ele chegou a ser levado para o hospital mas faleceu. Ele foi protagonista de uma ação policial violenta, decorrente de uma perseguição policial em que o carro da vítima estava a 100/KM por hora. O caso que aconteceu no ano de 1991 foi filmado. O vídeo rodou o mundo e o motorista ficou mundialmente famoso. Em abril de 1992,os policiais envolvidos no caso foram julgados e absolvidos, o que resultou numa revolta da população afroamericana na ruas de Los Angeles. O saldo do incidente que durou uma semana, foi de 53 mortos, mais de 1000 feridos, vários prédios queimados e 1 bilhão de dólares em destruição.
Anos depois, Rodney foi indenizado pela justiça americana em 3 milhões de dólares, mas seus problemas com a justiça, alcoolismo e drogas continuaram.
A comunidade afrodescendente em todo mundo sentirá a falta desse homem
que foi o símbolo da brutalidade policial, que é praticada em todo
mundo contra negros.
Um grande perda para militância afro!
Pode se dizer que ele estava no mesmo patamar que outros guerreiros,
como: reverendo Jesse Jackson, Mumia Abul Jamal, Rosa Parks, Afeni
Shakur, Steve Biko, Desmond Tutu, Frei Davi entre outros.
Os acontecimentos de 02/92 jamais saíra de nossas mentes!
Sua ausência será sentida em toda comunidade negra.

















sexta-feira, 1 de junho de 2012

SOFT POWER X HARD POWER



A prestigiada Brookings Institution, instituição de pesquisa sediada em Washington, acaba de divulgar balanço sobre a política externa de Barack Obama.

A instituição lembra que o presidente assumiu o cargo se comprometendo a recuperar o prestígio dos EUA no mundo, a dialogar com parceiros e adversários com respeito mútuo e a construir parcerias. A Brookings destaca, entretanto, que os maiores feitos de Obama não têm relação com esse soft power.

“Os maiores sucessos da política externa _a morte de Osama bin Laden e a de Anwar al-Awlaki [membro da Al Qaeda morto no Iêmen] e a queda de Muammar Gadafi_ basearam-se não no soft power, mas no hard power, exercido unilateralmente em dois dos três casos. Ademais, dois desses atos provavelmente violaram alguns elementos das leis internacionais. Isso não significa que o foco nos compromissos que assumiu tenha sido substituído, mas que de modo crescente foi equilibrado com ações militares manifestas ou encobertas, com diplomacia coercitiva e com o aprofundamento de compromissos de aliança.”

Para a Brookings, o próximo presidente, qualquer que seja seu partido, deverá apostar na continuidade da política externa, e não na ruptura do modelo.

A instituição advoga que o país aposte na diplomacia econômica para defender o livre comércio, que promova uma ordem internacional mais justa e estável e que intensifique os esforços para formar acordos multilaterais em que as potências emergentes assumam responsabilidades.

“Qualquer candidato terá de enfrentar uma série de desafios de política externa e têm espaço de manobra limitado para gerenciá-los. O crescimento da China e sua influência são um fato dado: a contenção rígida está em desacordo com a realidade dos EUA [...]. O esforço de Obama de balanceamento tem notas certas, e é difícil ver como qualquer presidente republicano pode diferir substancialmente da eventual posição de Obama sobre esse assunto. Brasil e Índia estão desempenhando um papel cada vez mais importante na ordem global, e os Estados Unidos precisam encontrar maneiras de engajá-los ou então arriscam alienar importantes atores regionais.”

E uma pequena explicação sobre os termos no título deste post:

Soft power: influência exercida pela diplomacia e pela cultura, entre outros meios

Hard power: poder exercido principalmente por meios econômicos e militares



Fonte:Texto de Verena Fornetti
Publicado no site www.folha.com em 29/05/2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O caso da reporter do programa "Brasil Urgente Bahia"



Por Luiz Augusto


A conduta profissional, da repórter Mirela Cunha, do programa "Brasil urgente Bahia", transmitido por uma afiliada da Band do mesmo estado, esta sendo repudiada em todo país via redes sociais. Na matéria a jornalista entrevista um rapaz suspeito de ter cometido os crimes de assalto e estupro. No vídeo, produzido dentro da 12º Delegacia de Itapuã, em Salvador(BA), a repórter faz piadas, gozações e debocha do preso pelos erros de português em sua pronuncia e por ele estar confundindo exame de próstata com exame de corpo e delito.
O vídeo foi parar na internet e esta causando indignação total entre estudantes e não estudantes de Comunicação Social e pessoas de outras áreas profissionais.
A repercussão foi tão grande, que a Band afastou a "profissional" e pretende demiti-la.
Tanta gente se esforça para fazer uma faculdade. Acorda com sol, frio e chuva para trabalhar e estudar e no fim não conseguem uma oportunidade como essas que essa "jornalista" teve.
Isso é uma injustiça muito grande, pois existem vários profissionais batendo nas portas das emissoras querendo uma chance de mostrar o seu potencial e são preteridos.
Ela denegriu a imagem dos jornalistas!
As vezes por muito menos alguns profissionais são demitidos. A Band tem que demiti-la e rever o seu processo de seleção para contratar novos repórteres!!!
A atitude dessa repórter só ajudou ainda mais a opinião pública, denegrir a imagem de uma profissão importante para o Brasil, e que atualmente não precisa de diploma para exerce lá.
A pergunta que não quer calar: os profissionais que trabalham com a jornalista e seus superiores também serão demitidos?